Emiliano Buendía – Análise

Emiliano Buendía é a verdadeira prenda de Natal que muitos desejam ter. Nascido no dia 25 de dezembro de 1996 (23 anos), o jogador argentino é extremo direito e cumpre agora a 2.ª época ao serviço dos canários do Norwich City. E que época tem feito Buendía, naquela que é a primeira temporada do extremo argentino nos mais alto escalão do futebol inglês.

Emiliano Buendía tem despertado a cobiça de vários tubarões

Na época passada, no Championship (2.º escalão do futebol inglês), Emiliano Buendía fez 41 jogos onde somou 8 golos marcados e 12 assistências para golo. Números bastante dignos de um jovem que quis tentar a sorte em terras de Sua Majestade.

Esta época, na Premier League, o argentino já conta com 21 jogos realizados e com registos impressionantes: é um dos jogadores com mais assistências para golo (7 no total) alcançando números semelhantes a vários craques que figuram nas equipas do topo da classificação. À sua frente só Kevin de Bruyne, com 15 assistências, Trent Alexander-Arnold, com 9 passes para golo. É o terceiro melhor jogador com mais passes de rotura (“a rasgar”) – 14 no total. À sua frente só Kevin de Bruyne, e James Maddison ambos com 17. É o segundo melhor jogador em oportunidades de golo criadas – apenas atrás do “monstro De Bruyne” – e o terceiro melhor jogador em percentagem de sucesso de dribles – à frente de Nicolas Pépé, por exemplo.

Para além de registar 30% de participação nos golos da equipa, Emiliano Buendía tem formado uma dupla bastante letal com o companheiro Teemu Pukki.

O influente jogador veste a camisola com o número 17

Na presente época, o argentino tem somado várias exibições de “encher o olho” não só do ponto de vista ofensivo como também no capítulo defensivo. Recentemente, contra o Crystal Palace, Emiliano Buendía fez 1 assistência, conseguiu 5 passes decisivos para golo, concretizou 6 dribles em 7 tentativas e ainda conseguiu 9 desarmes.

O extremo argentino assume-se como um jogador de muita qualidade técnica. Apresenta uma enorme coordenação e equilíbrio com a bola nos pés e mostra ainda uma grande qualidade de passe curto em assistência e melhor ainda no passe longo, seja em profundidade ou em largura. Buendía é fortíssimo no momento de 1×1 ofensivo partindo para cima do adversário em drible e também se tem apresentado forte no momento 1×1 defensivo. Apresenta excelente capacidade de leitura de jogo, de decisão e de temporização.

Resumindo, Buendía é um jogador muito completo e ainda com margem de crescimento. Dá velocidade no momento de transição ofensiva e dá equilíbrio no momento de transição defensiva. Uma prenda de Natal que não deverá ficar muito mais tempo no Norwich e que está mais do que pronta para ser desembrulhada por um treinador de topo mundial.

Luís Alberto – Análise

Luís Alberto esteve longe de ser um nome fortemente conhecido no mundo do futebol. Formado nas escolas de Sevilha, o espanhol desde cedo que captou atenções de vários clubes de renome como Barcelona e Liverpool. O empréstimo para os lados da Catalunha não correu de feição e Luís Alberto regressou a casa para, um ano depois, tentar a sorte na cidade que viu nascer os Beatles. O pouco destaque que conseguiu em Liverpool levaram-no a mais dois empréstimos (Málaga e Deportivo) até que, em 2016 acabou finalmente por encontrar um porto seguro. Numa transferência de 4 milhões de euros, Luís Alberto aterrou em Roma para vestir a camisola da Lazio. E foi ali que se encontrou como jogador, que confirmou todo o potencial que lhe era apontado.

Príncipe Luís Alberto de Espanha

Foi apenas aos 27 anos de idade que Luís Alberto atingiu a maturidade no futebol tornando-se um jogador de classe mundial na sua posição. Na SS Lazio, no sistema de 1-3-5-2 de Simone Inzaghi, o espanhol joga na posição de 3.º médio inclinado para o lado esquerdo do corredor central, com Lucas Leiva nas suas costas e Sergej Milinković-Savić ao seu lado direito.

Luís Alberto é um jogador com uma técnica apuradíssima no pé direito tanto com a parte interior como exterior. Um jogador que privilegia a velocidade de pensamento à velocidade de deslocamento e que joga sempre de cabeça levantada, característica que lhe permite colocar a bola onde os olhos (e o cérebro?) já estiveram – e sempre “redondinha”.

Luís Alberto é um dos jogadores com mais assistências esta época

É mestre no passe prova disso são os seus números estatísticos. Na época 2015/2016. na La Liga. ao serviço do Deportivo, somou 7 assistências e 30% de influência em golos da equipa. Na época 2017/2018, já na Serie A ao serviço da atual equipa, Luís Alberto começou a crescer e aumentou os registos para 14 assistências e 30% de influência em golos marcados. Nesta época 2019/2020 na Serie A já leva 3 golos marcados, 12 assistências e 32% de influência nos golos da equipa.

Luís Alberto é, sem qualquer dúvida, um jogador com uma enorme inteligência de jogo, até pela grande capacidade de leitura dos momentos de jogo. Os seus passes fazem crescer a equipa no momento ofensivo e a sua técnica permite esconder a bola do adversário no momento de “congelar” o jogo. Mas o espanhol não vive só de assistências e também gosta de fazer o gosto ao pé através da sua grande capacidade de remate de meia distância e excelente marcador de bolas paradas.

Supertaça de Itália. Juventus 1-3 Lázio. Luís Alberto foi autor de um dos golos

“Deixem jogar o menino”. Luís Alberto é um daqueles jogadores que necessita de “gente de trabalho” para lhe cobrir as costas nos momentos defensivos já que a sua alegria se vai embora quando lhe é entregue a tarefa de correr atrás da bola. Uma característica que pode afastá-lo do olhar de muitos treinadores… mas que o distingue dos demais, até porque a qualidade que oferece ao momento ofensivo o justifica. O espanhol é feliz com a bola nos pés, a distribuir jogo e a rasgar as defesas adversárias e é assim que se tem distinguido ao serviço da Lázio.

Hoje, está avaliado em 40 milhões de euros. Há três anos e meio, o clube romano adquiriu-o por apenas 4 milhões. E há até quem diga que para travar a Lázio basta saber parar Luís Alberto. Impossível discordar. E o Euro 2020 está aí tão perto…